{"id":23,"date":"2026-06-07T00:11:30","date_gmt":"2026-06-06T22:11:30","guid":{"rendered":"https:\/\/socialsciencesreview.com\/pt\/2026\/06\/07\/pessoas-com-cancer-usam-mais-a-telemedicina\/"},"modified":"2026-06-07T00:12:06","modified_gmt":"2026-06-06T22:12:06","slug":"pessoas-com-cancer-usam-mais-a-telemedicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socialsciencesreview.com\/pt\/2026\/06\/07\/pessoas-com-cancer-usam-mais-a-telemedicina\/","title":{"rendered":"Pessoas com c\u00e2ncer usam mais a telemedicina"},"content":{"rendered":"<h1>Pessoas com c\u00e2ncer usam mais a telemedicina<\/h1>\n<p>A telemedicina, que permite consultas \u00e0 dist\u00e2ncia com profissionais de sa\u00fade por telefone ou videoconfer\u00eancia, \u00e9 mais comum entre pessoas com c\u00e2ncer do que no resto da popula\u00e7\u00e3o. Na Austr\u00e1lia, 38% dos pacientes com c\u00e2ncer recorreram a esse servi\u00e7o no \u00faltimo ano, contra 26% para os demais. Essa diferen\u00e7a se explica, em parte, por necessidades m\u00e9dicas mais frequentes, especialmente devido a doen\u00e7as cr\u00f4nicas ou transtornos mentais muitas vezes associados ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Pessoas que sofrem de problemas de sa\u00fade mental ou de outras condi\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o, tenham ou n\u00e3o c\u00e2ncer, t\u00eam maior probabilidade de usar a telemedicina. Em contrapartida, aquelas que s\u00e3o solteiras, sem seguro privado, com baixa escolaridade ou provenientes de \u00e1reas rurais t\u00eam menos acesso a esse recurso. Tamb\u00e9m foi observada uma queda no uso entre 2022 e 2024, provavelmente devido ao retorno gradual \u00e0s consultas presenciais ap\u00f3s a pandemia.<\/p>\n<p>Pacientes com c\u00e2ncer que utilizam a telemedicina relatam com mais frequ\u00eancia uma sa\u00fade fr\u00e1gil, visitas \u00e0 emerg\u00eancia e interna\u00e7\u00f5es hospitalares do que os outros grupos. No entanto, mais de 90% dos usu\u00e1rios, tenham ou n\u00e3o c\u00e2ncer, afirmam estar satisfeitos com essa solu\u00e7\u00e3o. Eles consideram que os profissionais ouvem suas preocupa\u00e7\u00f5es, dedicam tempo a eles e os tratam com respeito.<\/p>\n<p>Essa abordagem oferece uma flexibilidade valiosa, especialmente para quem vive longe dos centros de sa\u00fade ou necessita de acompanhamento regular. Ela reduz as restri\u00e7\u00f5es relacionadas a deslocamentos e custos, ao mesmo tempo em que mant\u00e9m uma qualidade percebida de atendimento elevada. No entanto, persistiram obst\u00e1culos para alguns, como o acesso limitado a ferramentas digitais ou a falta de informa\u00e7\u00e3o sobre esses servi\u00e7os.<\/p>\n<hr>\n<h2>R\u00e9f\u00e9rences<\/h2>\n<h3>Origine de l\u2019\u00e9tude<\/h3>\n<p><strong>DOI\u00a0:<\/strong> <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00520-026-10851-3\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00520-026-10851-3<\/a><\/p>\n<p><strong>Titre\u00a0:<\/strong> Telehealth service use in people with cancer compared to people without cancer: analysis of Patient Experience Surveys in Australia<\/p>\n<p><strong>Revue : <\/strong> Supportive Care in Cancer<\/p>\n<p><strong>\u00c9diteur : <\/strong> Springer Science and Business Media LLC<\/p>\n<p><strong>Auteurs : <\/strong> Huah Shin Ng; Ramya Walsan; Reema Harrison; Bogda Koczwara<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas com c\u00e2ncer usam mais a telemedicina A telemedicina, que permite consultas \u00e0 dist\u00e2ncia com profissionais de sa\u00fade por telefone ou videoconfer\u00eancia, \u00e9 mais comum entre pessoas com c\u00e2ncer do que no resto da popula\u00e7\u00e3o. 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